segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
terça-feira, 17 de novembro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
letra, som e riso
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
The First Days of Spring
Não, não estamos no alvor da Primavera. Mas quem disse que o Outono não pode ser também tempo de renascimento? A apologia dos benfazejos e merecidos retornos, numa obra-prima orquestral de Noah and the Whale.
It's the first day of spring
And my life is starting over again
The trees grow, the river flows
And its water will wash away my sins
For I do believe that everyone has one chance
To fuck up their lives
But like a cut down tree, I will rise again
And I'll be bigger and stronger than ever before
For I'm still here hoping that one day you may come back.
The First Days Of Spring - Noah And The Whale
Love of an Orchestra - Noah and the Whale
Blue Skies - Noah And The Whale
sábado, 15 de agosto de 2009
terça-feira, 30 de junho de 2009
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Do que é feito o Verão
quinta-feira, 28 de maio de 2009
A égide científica
Boaventura de Sousa Santos in Um discurso sobre as ciências
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
noble beast
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
repeat animal
Arranca com um poderoso 'In the Flowers' (a lembrar-nos um Person Pitch em mood mais electrónico), que abre alas para um avassalador (e provavelmente o ponto alto do disco) 'My Girls'. O hype lo-fi electro pop continua em 'Summertime Clothes' e 'Daily Routine', com um 'Bluish' a anestesiar com um psicadelismo que nos embala. E aquela que à primeira audição se parece uma evitável sucessão de temas menos saborosos, desaparece e retoma o fulgor em 'Lion in a Coma' e 'Brother Sport', a fechar o albúm à El Guincho em amena cavaqueira com uns Ruby Suns (os discípulos da vanguarda animal) e a lançar o gosto para voltar à faixa inicial e ouvir Merriweather Post Pavilion vezes a fio.
Rendam-se, que isto é muito bom. Albúm do ano, já? Tenho medo de achar que sim.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
what about reading
Mesmo o mais feliz dos epílogos textuais não deixa de ser um fim, uma espécie de morte. Lemos, sabendo que são limitadas as nossas vidas de leitores desse texto particular e que, a cada palavra, mais nos aproximamos do final. Conquanto uma dada narrativa possa transmitir-nos a urgência de prosseguir até à respectiva conclusão, existe algo em nós que se rebela contra este impulso. Ansiamos por terminar uma história, conhecer-lhe o desenlace, sentir o deleite, a catarse ou seja o que for que nos aguarde no final, mas, ao mesmo tempo - e quanto mais prazer o livro nos proporcionar mais forte será tal sentimento - não desejamos que ela termine, queremos que prossiga para sempre. Os livros, porém, tal como as vidas, não continuam indefinidamente. É certo que se pode reler um livro, que se pode recomeçar, tal como Platão acreditava que as almas recomeçavam a viver; mas também é verdade que, tal como Heraclito porventura diria, a mesma pessoa nunca lê o mesmo livro duas vezes.
(...) Se um livro, uma história ou qualquer outro texto se assemelha a uma pequena vida, e se a leitura consome um tempo precioso dessa outra história que pensamos ser a nossa vida, então é preciso tirar o maior proveito possível da leitura, tal como tiramos partido da vida.
A leitura recorda-nos que todos os textos terminam numa página em branco e que aquilo que obtemos de cada texto é exactamente compensado por aquilo que damos. A capacidade, conhecimentos e entrega ao texto determinará para cada pessoa o género de experiência que aquele lhe proporciona. A aprendizagem da leitura de livros - ou de quadros ou de fitas cinematográficas - não se resume à mera aquisição da informação contida nos textos; é também aprender a ler e a escrever o texto da vida individual. Assim considerada, a leitura não constitui um mero exercício académico, mas uma maneira de se aceitar o facto de que a vida tem uma duração limitada e de que, seja qual for o deleite que colhamos dela, este terá de resultar da força do compromisso com que nos rodeia. Faremos bem em ler a vida com a mesma energia que pomos na aprendizagem da leitura de textos. Todas as pessoas passam por algumas experiências que dir-se-ão exigir mais do que uma dose superficial de entendimento.
Robert Scholes in Protocolos de Leitura
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
os 12 mais
4. Vampire Weekend - Vampire Weekend
6. TV on the Radio - Dear Science
10. Cut Copy - In Ghost Colours
12. Atlas Sound - Let the blind lead those who can see but cannot feel
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Do you take Dexter Morgan?

Dexter, season 3, episode 12
sábado, 13 de dezembro de 2008
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Banda Sonora de Inverno
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Prosa cinematográfica

domingo, 26 de outubro de 2008
to be an author 2
Abençoado IPod, que já nos proporcionaste tantas destas aestesis.
domingo, 12 de outubro de 2008
Em repeat

Associada a nomes como Peter, Bjorn & John, e florescendo nesse cada vez mais prolífero espaço que é o sueco, Lykke Li apresenta uma pop simples mas simultaneamente requintada, doseando uma electrónica, que chega a roçar o funk, com o mais etéreo lo-fi (que por momentos nos leva a recordar a sonoridade de uma Mariee Sioux, das vagas de um new weird america, em 'Hanging High' ou 'Can't get that trumpet out of my head') . Uma aparente dicotomia que os tema de abertura do albúm Youth Novel, 'Melodies & Desires' e 'Dance, Dance, Dance' dirimem à primeira audição. Linearidade volátil que se mantém uma constante ao longo do albúm, coadunando-se na perfeição com as palavras de Lykke, ora doces e inocentes (In my weakest moments I weep / 'Cause I like the way, tears fit my cheek em 'Let it Fall'), ora frias e rígidas (If you wanna complain, I'm not the complaint department em 'Complaint Department'). Uma interessante conjugação de bipolaridades sonoras e poéticas que em 'Little Bit' têm a melhor síntese da génese que é todo o Youth Novel.
I think I'm a little bit
Passa por Lisboa a 4 de Dezembro.


