quarta-feira, 22 de abril de 2009
terça-feira, 21 de abril de 2009
sexta-feira, 17 de abril de 2009
fénix
Após uma longa ausência, regresso aos meandros do mundo e, acreditem, da vida. Sem querer fazer deste post uma notícia chocante e demasiado pessoal, estive um mês hospitalizada e a recuperar (recuperação que ainda durará alguns meses) deste síndrome merdoso. Em cinco dias, deixei de andar. As pernas paralisaram completamente. Os braços parecem-me troncos. Perdi a sensibilidade nas pernas e, nas mãos, ela foi substituída por uma sensação constante de aspereza. Hoje regressei a casa, após um mês árduo em que me vi, inicialmente, piorar dia para dia, em que me vi obrigada a reconhecer que preciso d0s outros para o mais simples e básico dos movimentos, em que me aprendi presa num corpo quase inerte. Percebo agora muita da futilidade do quotidiano e, ainda assim, da falta que ela me faz. Houve uma noite, dessas imensas que tive em claro, em que só pensava nisto:
domingo, 15 de março de 2009
o fastio dos dias
Eles estão saturados. Eles estão a sufocar. Eles estão enfastiados. Eles estão a diluir-se. Eles estão fartos. Eles estão a culminar. Eles estão entediados. Eles estão a extravasar o limiar do suportável. Eles estão esgotados. Eles estão a fingir que nada sentem. Eles estão angustiados. Eles estão a morrer, mais, a cada dia. Eles estão tensos. Eles estão a consumir-se. Eles estão presos. Eles estão a conter-se. Eles estão enclausurados. Eles estão a pedir ajuda. Até quando, até quando vai a doença moer-vos?
Subscrever:
Mensagens (Atom)
