segunda-feira, 1 de novembro de 2010

voltar a abrir as janelas

Li recentemente sobre o encerramento da casa. A metáfora usada era perfeita. Empacotar e tudo fechar numa daquelas caixas de cartão que se arruma debaixo da cama para nunca mais lá mexer.

Senti saudades de casa. Daquele espaço de deixar a palavra correr.

A casa dá-me vontade de regressar ao natural. Quero Walden em mim. O celeiro do Andrew Bird. O silêncio. A pureza das coisas.

Como o philosopho N. estou cansada da «raça rude e laboriosa de construtores de máquinas e pontes que nada têm para fazer senão trabalhos grosseiros».

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Mudança de Via




A imagem não é nova.
A partir de agora é aqui:

aaldeiadosmacacos.blogspot.com


sexta-feira, 4 de junho de 2010

Fugaz





' Os que tiveram o raro privilégio de tais sentimentos sofrem de qualquer coisa semelhante à demência; falam sem bastante coerência, sem modo humano, pronunciam palavras sem sentido e subitamente transformam todo o aspecto do rosto. Os alacres, ora tristes, ora lacrimejando, ora sorrindo, ora suspirando, estão verdadeiramente fora de si. Quando regressam a si, não sabem dizer onde estiveram, se no corpo ou fora do corpo, se vigilantes ou dormentes. Que viram, que disseram, que fizeram? Não se lembram, tudo se passou como entre nuvens, como num sonho. Sabem somente que foram felicíssimos durante a sua loucura. Deploram ter voltado a si, e nada mais desejam que a perpétua insânia. E dessa felicidade futura não gozaram mais do que uma ténue prova. '


É do amor, que fala a Loucura.


quinta-feira, 22 de abril de 2010

Correspondência para o Sul




' Manoel, tens razão. Venho tarde. Desculpa.
Mas não foi Anto, não fui eu quem teve a culpa,
Foi Coimbra. Foi esta paisagem triste, triste,
A cuja influência a minha alma não resiste.
Queres noticias? Queres que os meus nervos falem? '

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Parado



Fico parado a olhar, não escrevo. Nunca escrevo.